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O Pinheirinho e o Despreparo do Poder Público

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No episódio de Pinheirinho – em São José dos Campos – vimos o despreparo do poder público, quando o assunto é questões sociais.
Em geral, quando um político acaba com uma favela, ele é visto como um defensor da sociedade, pois “limpa” uma determinada área, visto por quem está de fora como um foco de sujeira e de crime. Porém, a meu ver, quando um prefeito decide desocupar uma determinada área, deve-se, antes disso, ter um local apropriado para alojar essas pessoas, visto que ali, não vive só bandidos, como a maioria associa quando se fala em favela. Ali vivem pessoas trabalhadoras, crianças e idosos que merecem o mínimo de respeito. Aliás, só vivem ali, porque faltou planejamento do poder público, que deveriam, antes do aparecimento da favela, criar programas habitacionais.
A área do Pinheirinho é disputada desde 2002. Várias foram as tentativas de reintegração de posse, mas nenhuma sutil efeito. Aos poucos, a mesma começou a se formar com os sem-tetos, que foram erguendo suas casas com esforço próprio, colocaram seus filhos na escola, estabeleceram relações com a vizinhança. Formaram uma comunidade. Com isso o país e a cidade (SJC) passaram a ganhar muito. Sejam com consumidores em seus comércios ou mão de obra para suas empresas. Os idosos eram assistidos pela própria comunidade, assim o município economizou em saúde.
Nenhuma tentativa por parte da prefeitura ocorreu para impedir o desenvolvimento daquela comunidade. Como impedir? Simples, como já citei acima, apresentando projetos de habitação para a população do local.
Mas como se sabe, para se criar uma área de habitação popular, necessita de altos investimentos, e esta é uma questão que os administradores públicos deixam em segundo plano, pois para os governantes, o que interessa são obras urbanísticas de impacto, como se isso interessasse para aquelas pessoas que vivem na favela.
Ao despejar pessoas dessas comunidades, não se avalia o impacto que isso causa. Desmontam famílias, tiram pessoas da economia formal, e o pior, jogam na miséria ou no crime.

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